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24 de junho de 2019

Católica Talks debate inovação e negócios

Catolica_Talks_2019_1Evento reuniu especialistas em mercado, empreendedorismo e tecnologia

Quais as principais mudanças no atual mundo dos negócios? Quais transformações e desafios os gestores e empreendedores enfrentam atualmente? E as principais tendências do mercado e perspectivas para o futuro? Essas questões foram debatidas em mais uma edição do Católica Talks, que aconteceu nesta segunda (17), no auditório do Bloco M, do Câmpus Taguatinga da Universidade Católica de Brasília (UCB).

Com o tema “Negócios 4.0: Tendências e oportunidades de mercado”, o evento contou com a participação de Igor Gomes, consultor e coordenador-geral dos cursos de Pós-graduação Lato Sensu e Extensão na UCB; Diego Nolasco, cientista, empreendedor e professor do curso de Física e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, ambos da Católica; e Cláudio Chauke Nehme, diretor dos Programas Executivos do Gartner para a América Latina. O Católica Talks é uma iniciativa da Pós-graduação Lato Sensu da UCB, evento gratuito e aberto à comunidade.

O professor Igor Gomes deu início às atividades abordando as quatro grandes revoluções da humanidade: Agrícola (10.000 A.C.), Industrial (1850), Digital (1990) e Pós-digital (2010). Sobre a última delas, detalhou os fundamentos da Revolução 4.0 e as tendências de mercado: big data, geolocalização, inteligência artificial, cloud computing, tecnologias inteligentes e internet das coisas. Esses tópicos serviram como base para as discussões da noite.

Na sequência, o diretor do Gartner Cláudio Nehme falou sobre os desafios da inovação e como a tecnologia mudou o mundo dos negócios. “A forma de fazer negócio e relacionamento mudou. Se eu não enxergo como fazer diferente e aprender com o outro eu não vou evoluir. É necessário se conectar com o mundo e pensar coisas novas que gerem receitas”, detalhou.

Segundo Cláudio, para se alcançar um melhor resultado, é necessário definir uma estratégia de negócio digital. Isso irá impactar na melhoria de produtividade e experiência do cliente, resultando em renovação de produtos, serviços e novos modelos de negócio. “Os desafios são: ter capacidade de produzir mais, gerar mais recursos e melhorar a performance nas novas plataformas”, disse.

O professor Diego Nolasco falou sobre o modo brasileiro de inovar, a “gambiarra que vira ciência”, segundo o cientista. Começou citando o perfil do brasileiro, que tem muita vontade de empreender e pouca de inovar. “A gente se apega à ideia que inovar é coisa de outro mundo, coisa de gringo. É mais fácil seguir fórmulas já prontas, como abrir uma padaria, um bar, porque por aqui é sempre mais difícil arriscar. O apoio é tímido, os recursos escassos”, citou.

Para mudar esse cenário, Diego sugere que pensemos como um cientista, capaz de desenvolver soluções e resolver problemas. E pensar como um cientista é, nas palavras do professor, ser cético, detalhista, lógico e humilde. “Dizemos que no Brasil nada se cria, tudo se copia. É um preconceito, o mundo todo copia. Podemos copiar, mas trazendo inovação e melhorias. Copiar explorando a criatividade brazuca. Ser brazuca é sensacional, nos viramos com o que temos para transformar um sonho realidade. Aqui é BR, p***”, disparou o cientista.

Comunicação UCB

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